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NA ZAMBÉZIA, ARA-NORTE, IP, EFECTUA LEVANTAMENTOS TÉCNICOS NOS DIQUES DE NANTE, AFECTADOS POR DEPRESSÃO TROPICAL ANA

ʺAvançaram o monitoramento e levantamentos técnicos da época chuvosa 2021-2022, na ARA-Norte, IP desde, 16 de fevereiro de 2022. A nossa equipe de reportagem que avançou no terreno assistiu in loco, os contornos de eventos extremos hidroclimatologicos, na província da Zambézia, originados pelas mudanças climáticas que ciclicamente tem vindo a abalar a Bacia de Licungo. O objectivo desta missão foi de efetuar levantamentos técnicos que se prenderam na avaliação dos impactos negativos provocados pelas águas das chuvas nos Diques de Nante, a fim de se estimar a sua reconstrução, pós ANA.ʺ

A passagem da depressão tropical ANA, impactou negativamente a vida de duração do período de resistência dos diques em alusão e outras infraestruturas hidráulicas na região sob jurisdição da ARA-Norte, IP. Entre tantos, os diques de Nante, não foram excepção, ao não escapar com as avalanches das enxurradas. Com cerca de 33 km, 07 comportas, fins múltiplos, como irrigação de campos agrícolas das associações, rede viária e proteger a população em tempos de cheias e inundações, esta é mais uma das infraestruturas gerida pela ARA-Norte, IP. Ademais, os diques foram recentemente reabilitados e ampliados, através do esforço envidado pelo governo moçambicano, devido aos ataques de cheias e inundações de 2014-2015.

Por isso, o Sector de comunicação e Imagem, estive no terreno com os mandatários do Director Geral da ARA-Norte, IP, Carlitos Omar. Esteve no terreno, Júlio Lucas, Chefe do Departamento de Recursos Hídricos, Eng. Felizardo Malala das Obras Hidráulicas e Manutenção, vindos da Sede em Nampula, onde se unirão ao Director da Divisão de Gestão de Bacia hidrográficas de Licungo e Bacias Costeiras da ARA-Norte, IP com Sede em Mocuba, Eng. António Cipriano. E juntou-se a mesma missão, o Director Distrital de Infraestruturas da Maganja da Costa o Eng. Abécio Jamal e o Eng. André Zibia, enviado de Maputo, através do Departamento de Obras Hidráulica da Direcção Nacional de Recursos Hídricos para dar assistência técnica, no âmbito destas actividades.

No terreno, o ambiente que se viveu na localidade de Nante, distrito de Maganja da Costa, foi mesmo desolador e parecendo, até o assistir ao programa ʺOdisseia se não, National Geophraficʺ filmados nas zonas pantanosas, aliás, quase sem chão! As águas ganharam o corpo e galgaram porções de terras contra infraestruturas públicas, socias e económicas causando assim inundações e calamidades.

Ainda, durante a cobertura da missão de levantamentos técnicos nos Diques de Nante, foi notório oque foi abaixo pelas águas! Trata-se de algumas redes viárias ou terras degradadas, aquedutos aos riscos, troncos desbravados, árvores ou matagais, tudo pelas obras de águas das chuvas. Em linhas gerais, as águas alagaram e deslizaram solos, tendo criado rombos de varia natureza, ou seja, até aos rombos gigantes, também, há ravinas nos taludes a ajusantes  sobre os Diques de Nante. Foi a fúria das águas da Bacia de Licungo que se avolumou, sem piedade para os afluentes do baixo Licungo, sitiando assim alguns povoados, postos elétricos a baixos e incapacitados para o funcionamento das estações de bombagem. Foram estas águas que se insurgiram com agressão contra os Diques, tal como contra o povoado de Intabu, Munda Munda, Moneia e Molôa, numa clara alusão de fenómenos naturais que provocaram catástrofes.  Porém, como num sofrimento há quem sempre tira proveitos, o exemplo disso, esta entre as redes viárias intransitáveis dos diques. Contudo, as canoas trouxeram oportunidades aos homens que nelas ʺpilotam como uma travessia marítimaʺ de pessoas e bens para um elo de ligação a sua Sede em Nante, que liga ao posto Administrativo de Maganja da Costa. Trata-se de povoado de Molôa, Munda Munda à Intabu que vive dependendo de travessia.  Em fim, o ambiente encontrado entre os Diques de Nante e os seus povoados é de ódio ou de ʺcortar a facaʺ a quaisquer chuvas avassaladoras.

Enquanto, para os quadros do governo preocupados com o combate as cheias e inundações durante a missão, mostraram que há desafios e metas por se alcançar. Pois, se acredita que a situação em que a Bacia de Licungo se encontra vulnerável com a construção da Barragem de Lugela, irá amortecer consideravelmente as ondas das cheias ao se reter suas águas para evitar efeitos nocivos. Ou seja, com relação a estes efeitos nocivos foram apologistas, os técnicos que ʺDeve urgir a regularização das cheias reconstruindo o dique de Nante escancarado pelas águas das enxurradas e, também deve se contruir outras infraestruturas hidráulicas sobre a Bacia de Licungo para o amortecimento da cheias e inundações ʺ.

Por fim, importa referir que apesar de actual estado da degradação dos diques de Nante com a sua reposição estes diques, minimizaram aos impactos mais negativos em termos de redução das perdas de pessoas e bens. Também, a sensibilização prévia para a necessidade de retirada de pessoas e bens promovida pela ARA-Norte, IP no período de preparação da época chuvosa, e comunicados emitidos na época chuvosa foi um dos factores determinantes para a redução de mais perdas. Aliás, caso contrário os números de danos seriam mais prejudiciais que actulmente.

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