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ÁGUA PARA NAMPULA E RAPALE DÁ 1ͦ  PASSO PARA ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL E REASSENTAMENTO PARA CONSTRUÇÃO DA BARRAGEM

“Foram visíveis os primeiros passos para o Estudo de Impacto Ambiental e Reassentamento para Construção da Barragem em Rapale que Pode Matar a Sede mais de 1 Milhão de Pessoas em Nampula. Entre os dias 28 e 29 de Maio, 2026, a terra da Província da poeira vermelha testemunhou um encontro que pode mudar o destino da água. A vulga capital do norte (Nampula) e a Vila de Distrito de Rapale, receberam a primeira consulta pública para a avaliação de impacto ambiental e o plano de reassentamento da futura Barragem de Macuje. Um projecto apresentado como uma das respostas à crise hídrica que sufoca a região.”

Um encontro de vozes multissectorial e decisivas, estiveram presentes entre os donos do projecto (ARA-Norte, IP), delegação da Direção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos, (DNGRH), Administradora de Rapale, Chefe do Posto Administrativo de Rapale e membros do governo distrital, representantes do Sector de Agricultura, Meio Ambiente, a Organização Save the Children, Líderes comunitários, Consultores entre outros convidados. 

Neste encontro, Carlitos Omar, DG da ARA-Norte, IP, foi directo ao ponto nefrálgico. Para ele, a construção da Barragem de Macuje, é a chave para viabilizar o abastecimento de água para a cidade de Nampula e a Vila de Rapale.Nampula, vive um stress hídrico com 60% de défice da água, uma cidade, com mais de 1 milhão de habitantes, depende de uma barragem com cerca de 64 anos, construída para apenas 120 mil pessoas. Mesmo com o campo de furos de água em Namiteca, a demanda continua.

 A esperança ganhou forma com o apoio do Banco Mundial, através do Programa Regional de Resiliência Climática para a África Oriental e Austral que visa fortalecer comunidades vulneráveis contra ciclones, inundações e secas.

Sob este guarda-chuva, existe o Ministério das Obras Publicas Habitação e Recursos Hídricos(MOPHRH)/DNGRH, proponente para a construção da Barragem de Macuje em Rapale. Com capacidade de cerca dos 88 milhões de m³ de armazenamento, segundo Egídio Govate Chefe do Departamento de Recursos Hídricos na DNGRH. O projecto encontra-se na fase de estudo de impacto ambiental e reassentamento, procurando-se assim um investimento para sua construção, benefício duplo de abastecer água a cidade de Nampula e a Vila de Rapale.

Com esta informação a Administradora do Distrito, Maria Noventa Victor, mostrou o comprometimento do seu Distrito ao afirmar “Estamos aqui para ouvir e apoiar naquilo que são as vossas orientações, nós estamos abertos para receber o projecto.”

Representando os consultores, Jéssica Jemisse Miambo, consultora ambiental da explicou que estão a conduzir a Avaliação de Impacto Ambiental e Social e o Plano de Reassentamento. O projecto está na fase de Pré-viabilidade Ambiental e Definição do Âmbito. Adiantando que para o local proposto para se contruir a barragem teve haver com as condições favoráveis das analises preliminares que deram indicação da qualidade de água dentro dos parâmetros de consumo. Alias, para Manuel Bambu, especialista do estudo, também alertou que por se tratar de um projecto de Classe A, os riscos de cheias, erosão e impactos sociais exigem medidas corretivas sérias e preventivas.

Os líderes comunitários e entidades convidadas para a consulta chegaram apreensivos, mas participaram activamente. Vieram à tona questões reais como valorização da mão de obra local, tempo de vida útil da barragem, processo de reassentamento, compensação e medidas de proteção para as raparigas locais, violência baseada no género durante a construção da barragem.

Ainda na senda desta consulta desde a Administradora, a Chefe do Posto Administrativo de Rapale e outras vozes solicitaram a revisão do nome “Macuje”. Para eles, divide opiniões em Nacopa e mexe com a identidade local. Carlitos Omar, o DG anotou o pedido para discussão em fórum próprio.

Os consultores esclareceram que esta auscultação pública serve para colher elementos realísticos no terreno. Com eles, será elaborado um relatório preliminar. Reforçando que todas as preocupações levantadas estão previstas na Lei e serão monitorizadas diante ao Governo distrital e as autoridades locais para os devidos efeitos.

Já na recta final, Carlitos Omar, o Dirigente da ARA-Norte, IP, agradeceu a presença e o espírito de compromisso de todos com particular destaque do apoio dado pelo governo do distrito e as autoridades locais como porta-vozes das comunidades. Deixou um apelo “Várias actividades como está virão. Contamos, com a colaboração de todos para que a Barragem de Macuje saia do papel, busque financiamento e chegue água a cidade de Nampula e Vila de Rapale. Muito obrigado.”

Encerando, Maria Victor, Administradora de Rapale precisou que “nós, acolhemos vários encontros sobre o projecto. Mas, este de avaliação de impacto ambiental e reassentamento acreditamos que tem um alicerce forte” a dirigente frisou sobre a necessidade da valorização de mão de obra local como prioridade aos nativos.

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