“Foram visíveis os primeiros passos para o Estudo de Impacto Ambiental…
MOÇAMBIQUE E PAÍSES BAIXOS PROJECTAM FUTURO SUSTENTÁVEL PARA COMUNIDADES VULNERÁVEIS COM MOZWATER
“Em Nampula, na terceira Semana de Junho de 2026, o III Comité Directivo do Projecto MozWater, transformou desafios em compromissos concretos: Moçambique e Países Baixos reforçaram a cooperação para garantir água segura e resiliência climática em regiões críticas. Entre relatórios, debates e decisões estratégicas, emergiu uma certeza — garantia do financiamento e a experiência técnica, prontos para acelerar soluções que chegam às comunidades e moldam um futuro mais sustentável. Foi uma reunião marcante Presidida pelo Carlitos Omar, o Director Geral, (DG) da ARA-Norte, IP.”
Moçambique e Países baixos fortaleceram parceria internacional na gestão de recursos hídricos no III Comité Directivo do MozWater em Nampula. O encontro, contou com a presença de representantes da Embaixada dos Países Baixos, da IUCN, da Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH), da ARA- Norte e Centro, IP, Directores das Divisões de festão de Bacias Hidrograficas de Messala, Búzi e Pungue, além de Grupo técnico como parte dos Implementadores do Projecto e parceiros como o Blue Deal.
O MozWater, financiado pela Embaixada dos Países Baixos e implementado sob gestão da IUCN, atua em bacias hidrográficas críticas como Montepuez, Megaruma e Messalo, além do Corredor da Beira, Búzi e Pungué, regiões altamente vulneráveis a cheias e eventos climáticos extremos.
Durante o encontro, foram apresentados relatórios programáticos e financeiros incluindo as actividades realizadas desde 2025 a 2026. Foram discutidos desafios operacionais e destacada a necessidade de acelerar processos de procurement. “É preciso dar mais gás para que algo tangível chegue ao terreno”, reforçou o Gestor do Projecto MozWater, Agostinho Bento, em consonância com o grupo técnico.
A comunicação e a visibilidade do projecto, também ganharam espaço, com Olávio Mazivila sublinhando a importância da união de sinergias entre IUCN, ARA-Norte, IP, ARA-Centro, IP e MOPHRH numa única visibilidade no projecto MoWater.
Todavia, na componente de Monitoria e Avaliação (MEAL) ficou com recomendações estratégicas para acelerar o progresso e fortalecer a implementação. Já Domingos Gove, representante da IUCN em Moçambique, enfatizou a urgência de fortalecer práticas de MEAL e de tornar o processo mais assertivo e cientifico, também defendeu que “O procurment deve ser acelerado para desbloquear riscos.” Em outra abordagem Gove, motivou aos IPs sobre o seu comprometimento. “Não se sintam achanados, este programa vai nos alavancar. Sintam-se a vontade, estamos abertos e com vontade de ultrapassarmos os desafios. As coisas não terminam só com MozWater. O projecto é vosso para fazer chegar às comunidades beneficiárias. Agradeço aos membros do Comité Directivo, a equipe técnica com destaque as contribuições feitas. Vamos analisar o processo de desembolso dos IPs Secundários, que podem ser financiados a partir dos IPs primários. Vamos fortalecer a nossa comunicação dentro de balizas,” relatou.
No encontro, o Carlitos Omar, DG da ARA-Norte, IP, Presidente do encontro, abordou sobrea relevância do encontro, os desafios e o compromisso da ARA-Norte, IP com a execução das tarefas do projecto. “Daqui para frentes olhando pelo tempo, precisamos de fazer um jogo de cintura para acção resultante das actividades.”
A Embaixada dos Países Baixos trouxe esperança concreta ao anunciar apoio financeiro e a contratação de especialistas para garantir soluções sustentáveis. “No programa assinado com a IUCN, já está prevista a contratação de uma equipa de especialistas. A missão deles é clara: passar experiências sustentáveis para o desenvolvimento do projecto”, destacou Farida Saifocline, a enviada da embaixada dos Países Baixos.
A DNGRH, por sua vez, defendeu sessões contínuas de monitoria para decisões baseadas em evidências, enquanto a ARA-Centro, IP, lembrou que obras anteriores do mesmo projecto continuam firmes e beneficiando famílias nas comunidades. Sobre TdRs pode-se se rever a experiência anterior.
No encerramento, Carlitos Omar sublinhou o espírito de cooperação: “Todos estamos apostados em materializar este projecto tão importante para a melhoria de vida das comunidades ao nível das nossas bacias hidrográficas.”
Entre as decisões estratégicas, destacam-se, o Reforço da gestão dos TdRs e Procurement; Intensificação da monitoria de campo pelos pontos focais de MEAL; Capacitações técnicas para resultados mais robustos; Maior visibilidade das acções de comunicação e apoio direcionado aos implementadores secundários.
O encontro consolidou a parceria entre Moçambique e os Países Baixos como exemplo de cooperação internacional em prol da sustentabilidade hídrica e da resiliência climática. Mais do que identificar desafios, o III Comité Directivo do MozWater, deixou claro: há vontade política, técnica e financeira para transformá-los em oportunidades como um exemplo de cooperação internacional em prol de desenvolvimento das comunidades promovendo projectos de sustentabilidade hídrica e resiliência climática ao nível das bacias abrangidas.
Por: Wild Alfredo
Comunicação e Imagem/ARA-Norte, IP












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