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ROVUMA: TRÊS NACÇÕES, UM SÓ RIO. SOB LIDERANCA DE MOCAMBIQUE, NASCE A ESPERANÇA DE ÁGUA PARA 2050
Em Dar-Es-Salaam, Moçambique valida a estratégia da bacia de Rovuma e prepara a assinatura histórica do Acordo de Gestão conjunta da bacia entre os 3 países na cidade de Pemba.
Nas margens do Oceano Índico, longe do murmúrio da Bacia do Rovuma, três países debruçaram-se sobre o mesmo mapa. Moçambique, Tanzânia e Malawi. O motivo? Um rio/bacia que não conhece fronteiras e que corre como veia aberta entre eles. Sob a Presidência de Moçambique, decorreu em Dar-Es-Salaam. O workshop de validação da Estratégia Conjunta, de Gestão Integrada de Recursos Hídricos – GIRH da Bacia do Rovuma. Um documento que desenha o futuro da água até 2050. Quem conduziu os trabalhos foi o Director Geral da ARA-Norte, IP, Carlitos Omar. E foi dele a voz que explicou o peso deste momento especial. “Presidir unir diferenças.” Perguntado sobre o significado de Moçambique liderar o processo, o DG foi directo à raiz histórica. “A comissão nasce do Memorando de Entendimento assinado em julho de 2023, aqui mesmo em Dar-es-Salaam, entre os três países”, recordou. O objectivo: fazer juntos o que nenhum faria sozinho —gerir e proteger a bacia de Rovuma.
A presidência explicou é rotativa em ordem alfabética. Malawi abriu o ciclo de 2023 a 2024. Agora é a vez de Moçambique, de julho de 2025 a Julho de 2026. No próximo mês, em Pemba, o testemunho será passado à Tanzânia “Nesta nossa vigência conseguimos algo que parecia distante: unir as diferenças que existiam entre os países, rumo ao desenvolvimento da nossa bacia”, afirmou Carlitos Omar, em representação de Moçambique com o tom de quem sabe, a diplomacia também é sinónimo da paciência. A estratégia antiga, de 2012/2013 não bastava. Com o financiamento da GIZ, o consultor internacional Hidroplan foi contratado para actualizar o plano. O workshop validou essa nova estratégia para o horizonte 2026-2050 e recolheu os últimos contributos. O ponto alto vem no ultimo dia do mês de Julho, em Pemba: a assinatura do Acordo de Gestão Conjunta da Bacia, cerimonia que contara com a presença dos Ministros da Água dos três países. “A bacia de Rovuma é a única bacia internacional da ARA-Norte, IP“, sublinhou o dirigente deste órgão. Sobre os benefícios directos que a população vai sentir por lado de Moçambique, Carlitos Omar respondeu com firmeza. “As vantagens são várias, pois que, os projectos propostos para a bacia do lado de Moçambique visam melhorar a vida das comunidades e ainda a mitigação do efeito do garimpo na bacia.” Afirmou.
Por: [Wild António Alfredo]
COMUNICAÇÃO E IMAGEM ARA-NORTE, IP








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